Alô alô, comunidade SPOT Brasil! Tudo tranquilo? Resolvi dar uma passada por aqui pra me apresentar. Afinal, espero que me acompanhem  pelos próximos meses, e vai ser melhor se souberem um pouco mais sobre mim já no início.

Sou mineiro, nascido no interior e criado na capital. Foi em Belo Horizonte que comecei a me envolver com produção de eventos, primeiro trabalhando em um festival chamado BHRIF – Belo Horizonte Rock Independente Fest e depois com a produtora que criei, a Motor Music. Se você curte rock e tem mais de trinta certamente deve se lembrar. Afinal, a gente tá falando literalmente do século passado…

Jefferson Santos

Produzir shows e turnês significa, quase sempre, longos dias de trabalho e noites sem dormir. Foram esses alguns dos motivos que resolvi largar tudo – o famoso chutar o balde – e me mudar para Sydney, na Austrália. Ali, fazendo uma trilha à beira-mar (para quem tiver a oportunidade, indico a Manly Scenic Walkway. São cerca de 12km, gratuita, que você faz em pouco mais de três horas) resolvi voltar pro Brasil e caminhar longas distâncias.

Primeiro veio o Caminho da Fé, em 2015. No ano seguinte a Estrada Real, entre Diamantina e Paraty. Somadas esses dois passeios, chegamos a mais de 1600 km, sempre sozinho, sempre a pé. Conto a história dos dois no meu primeiro livro, Longa Distância, que está no Catarse.

 

Sábado, dia 15 de abril, comecei mais um desafio! Pretendo andar os 3540 quilômetros da Appalachian Trail, nos Estados Unidos. A trilha é a maior do mundo para se fazer exclusivamente a pé. É um monstro que cruza 14 estados e tem uma altimetria que, ao final, seria como se você tivesse escalado o Monte Everest 16 vezes. Mais uma vez, embarco sozinho. Levo comigo uma mochila com menos de dez quilos de roupas e equipamentos. A cada semana passo por uma cidade ou vila onde me reabasteço com comida pros próximos dias. Água é abundante durante todo o percurso, que tem nascentes, lagos e cachoeiras.

 

Trilha trekking jeff santos longa distancia

Jeff antes de partir para a Appalachian

 

Costumo dizer que o equipamento mais importante da minha mochila, o único que eu não poderia mais caminhar se não estivesse comigo, é meu SPOT Gen 3. Afinal, as únicas condições impostas pela minha esposa para me deixar ficar cinco meses no meio da floresta foi que ela pudesse saber, a qualquer momento que lhe desse na telha, onde eu estivesse e que eu desse um alô pelo menos uma vez por dia pra ela ter certeza que estou bem.

Expliquei pra ela que, apesar de parecer uma trilha isolada, selvagem, a Appalachian Trail está longe disso. Durante todo o percurso existem abrigos para os caminhantes (basicamente um teto de madeira onde você pode se esconder em caso de tempestade, comum na região). Disse que os ursos que vivem naquelas florestas são os pretos, menos agressivos. E que em todos esses anos, apesar de só uma em cada quatro pessoas que tentam fazer a trilha chegam ao final, só 14 pessoas morreram na trilha, um número infinitamente mais baixo que, por exemplo, no Everest. Além disso, como a trilha corta uma cidade a cada 5 dias, em média, eu não iria ficar completamente isolado: ela poderia acompanhar minha jornada como todo mundo, lendo os artigos no meu blog ou vendo as fotos no Instagram… Sem chances, ela disse. E aqui estou, com meu Gen3 já rastreando o percurso!

 

 

Vou dar as caras aqui no SPOT Blog de vez enquanto pra contar como as coisas estão. Caminhada, na maioria das vezes, é chato pra caramba. O que deixa o percurso interessante são as eventualidades: pessoas que cruzam seu caminho, perrengues que não estavam previstos, coisas que saem do usual um-passo-depois-do-outro. É isso que quero trazer aqui: coisas extraordinárias que acontecerem nos próximos cinco meses. Espero que sejam muitas. Sejam todos bem-vindos! Vejam onde estou em tempo real aqui em baixo no mapa gerado pelo SPOT Gen3!

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