Descobrindo Fiji em missão do Projeto Dharma

Em 2018, estive em Mana Island, em Fiji, e conheci pessoas incríveis, com um sorriso contagiante e muito hospitaleiras, mas que não tem acesso à medicina especializada. Então, em 2019, decidimos voltar com os voluntários do Instituto Dharma. Na ilha, basta andar um pouco pela costa e para além dos resorts para encontrar sua população, que vive numa realidade bem diferente do luxo dos destinos turísticos de Fiji.

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Equipe reunida em Mana Island | Foto: Andrei Polessi

Ficamos 15 dias em Mana Island, com uma equipe de 17 pessoas, contando com profissionais de biologia, nutrição, com nossa cozinheira e nossos médicos – pediatras, cardiologistas, cirurgiões, dentre outras especialidades – e atendemos cerca de 300 pessoas, realizando ações não apenas relacionadas à saúde, mas também workshops sobre a importância dos corais no ecossistema marinho, compostagem, reciclagem e vários beach cleanings com as crianças de Fiji.

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Foto: Andrei Polessi

Nos períodos de folga nossos voluntários tiveram o prazer de explorar um pouco desse paraíso chamado Ilhas Fiji. São mais 330 ilhas, sendo que delas, 110 são permanentemente desabitadas, e há ainda mais de 500 ilhotas, pequenos pontos de terra seca no meio do oceano. Uma de suas ilhas, a Monuriki Island, já foi cenário de um famoso filme de Hollywood, “O Náufrago”, e representa bem a paisagem do arquipélago, de sol, verde, areia clara e, claro, o oceano. Com tanto mar, Fiji acaba tendo uma vocação natural para os esportes aquáticos, e não é à toa que recebe surfistas das diversas partes do mundo e tem ondas para atletas de diferentes níveis.

Fiquei um tempo nos arredores de Tavarua Island, uma bela ilha em forma de coração, que recebe anualmente competições de surf profissional. Ela fica a oeste e bem próxima à maior ilha de Fiji, a Viti Levu. Tavarua está rodeada por um grande recife de coral (reef break), que é um dos maiores responsáveis pela qualidade das ondas formadas no local.
 

Praia em Fiji Karina Oliani Spot Brasil
Foto: Andrei Polessi

Próximo a Tavarua há vários picos de surf, dentre eles, o Namotu Island, que apesar de estar próximo do recife, é mais amigável aos surfistas iniciantes e onde também é possível praticar SUP, Foil Surf, Kite Surf, e também velejar e mergulhar. Outra opção bem próxima à ilha é o pico de surf Swimming Pools, que como o nome sugere, possui água tão azul e cristalina que parece uma piscina artificial.

Viajando para as ilhas do norte, tive o prazer de conhecer a Kuata Island, onde é possível fazer mergulhos com tubarões touro, os animais que tem o maior nível de testosterona dos oceanos e que são conhecidos aqui no Brasil (e principalmente nas praias de Recife) como tubarões-cabeça-chata. É bem raro vê-los em qualquer outro local de mergulho do mundo e lá o vemos em seu habitat natural.

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Foto: Ale Socci

Ha alguns minutos de barco de Namotu Island, tem o Cloud 9, um bar flutuante bem no meio da grande barreira de recife de Malolo, onde com apenas um snorkel se consegue estar no meio de um dos recifes de corais mais bonitos do mundo. Tivemos uma tarde maravilhosa lá para celebrar o fim da missão em Fiji, com pizza, drinks e muitos saltos no mar turquesa que torna esse lugar tão mágico.

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Foto: Beau Pillgrim

Agradecimentos:

Fabio Maia
Instituto Dharma


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